RELATÓRIO ANUAL

Conheça nossos principais resultados em 2023

FLORESTA VIVA

Restauração ecológica dos biomas brasileiros com recursos do Fundo Socioambiental do BNDES e de instituições apoiadoras

FUNDO DA AMAZÔNIA ORIENTAL

Iniciativa inovadora para uma economia sustentável e de baixo carbono

AMAZÔNIA VIVA

Mecanismo de Financiamento Amazônia Viva fortalece organizações, negócios e a cadeias da sociobiodiversidade

PESQUISA MARINHA E PESQUEIRA

Conheça a iniciativa de apoio à Pesquisa Marinha e Pesqueira no Rio de Janeiro

ARPA

O maior programa de conservação de florestas tropicais do planeta celebra 20 anos

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Postado dia 17 dezembro 2025

Expedições na Caatinga, Pantanal e Pampa atuam na detecção e avaliação de risco de espécies da flora

Há 15 anos, uma nova espécie da família das bromélias foi descoberta entranhada nos enormes paredões verticais e úmidos de Bonito (MS). Ganhou o nome de Tillandsia bonita, em homenagem à capital do ecoturismo no Brasil. Desde então, pouco se soube a respeito desse pequeno tesouro da nossa biodiversidade, protegido pelo Parque Nacional (PARNA) da Serra da Bodoquena e só ali encontrado (endêmico, portanto), o que o torna mais vulnerável.  Foi justamente para colher informações sobre a população de espécies pouco estudadas que a equipe do Centro Nacional de Conservação da Flora (CNCFlora), do Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro (JBRJ), realizou seis expedições ao longo deste ano com o apoio do GEF Terrestre. Os pesquisadores do JBRJ, responsáveis pelo monitoramento da flora brasileira, acessaram áreas ainda pouco exploradas da Caatinga, do Pantanal e do Pampa para realizar a coleta de dados fundamentais que irão embasar futuras ações de conservação nos biomas. “São biomas historicamente negligenciados em termos de pesquisa botânica e investimentos em conservação, então havia um grande déficit de conhecimento sobre quais espécies endêmicas estavam, de fato, sob risco iminente de extinção. O trabalho conduzido pelo CNCFlora no âmbito do Projeto GEF Terrestre permitiu avançar significativamente nesse cenário, com a avaliação do risco de extinção de mais de 1,3 mil espécies endêmicas desses biomas”, explica Eduardo Fernandez, coordenador de avaliação do estado de conservação da flora e funga do CNCFlora. A avaliação de risco de extinção da Tillandsia bonita foi um dos focos da expedição pelo Pantanal, que visitou o PARNA da Serra da Bodoquena no início de fevereiro. “É uma espécie que ainda não passou por essa etapa, mas que será submetida agora ao processo de classificação do nível de ameaça que conduzimos”, diz Fernandez. Os pesquisadores ainda coletaram exemplares de dezenas de espécies da flora pantaneira para catalogação e avaliação.  Em quatro expedições na Caatinga, o único bioma exclusivamente brasileiro, a equipe CNCFlora visitou o Parque Nacional Serra das Confusões e o Parque Nacional Serra da Capivara, ambos no Piauí. Na primeira Unidade de Conservação, os pesquisadores conseguiram localizar uma das espécies alvo da viagem, a Paepalanthus magistrae, uma sempre-viva também encontrada pela primeira vez há 15 anos, que cresce nas fendas das rochas e é considerada joia botânica. “Foi um prêmio ter encontrado ela”, comemora Eduardo. Realizada no Pampa, a última expedição localizou novas subpopulações e indícios de propagação de mais de dez espécies de cactáceas ameaçadas e endêmicas do bioma. Os pesquisadores também encontraram exemplares da Ephedra tweediana. “Esta é uma espécie muito enigmática e que é classificada como vulnerável. Na expedição, conseguimos coletar os primeiros registros para o Herbário RB, que reúne o acervo botânico do JBRJ, na região litorânea do Rio Grande do Sul”, completa Fernandez. Para Gustavo Martinelli, diretor do CNCFlora/JBRJ, essas expedições desempenham um papel fundamental nas pesquisas, que é obter e coletar amostras, dados e informações da região para análise e registro nos acervos científicos nacionais. “Saber se em uma região tem espécies raras, endêmicas e ameaçadas de extinção é extremamente importante para garantir o manejo de uma Unidade de Conservação e, também, para as ações de conservação relacionadas à flora”, explica ele, que conta com o auxílio de bolsistas em diversas etapas deste trabalho graças também aos recursos do GEF Terrestre. Segundo Marian Rodriguez, chefe do PARNA Serra da Capivara, os estudos científicos são um pressuposto fundamental para a proteção da flora brasileira e para que o país possa se desenvolver de forma ambientalmente sustentável. “As Unidades de Conservação da Caatinga têm sido um oásis de proteção do bioma. Então é preciso investir mais em pesquisa, pois o eixo principal do nosso trabalho está sempre embasado em dados científicos. É um tripé: ciência, conservação e desenvolvimento sustentável”, finaliza.  O projeto GEF Terrestre é coordenado pelo  Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), com recursos do Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF, na sigla em inglês), sob gestão e execução do Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (FUNBIO), e com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) como agência implementadora. 

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Postado dia 17 dezembro 2025

GEF Terrestre promove ações de recuperação de espécies ameaçadas da fauna

País com a maior biodiversidade do mundo, o Brasil abriga em sua fauna mais de 124 mil espécies. Esta enorme variedade, entretanto, enfrenta ameaças causadas pelo impacto das atividades humanas no meio ambiente, entre as quais o desmatamento e as queimadas. A conservação da fauna é uma das linhas de ação do GEF Terrestre, que apoia o trabalho do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) no monitoramento de espécies da Caatinga, do Pantanal e do Pampa, bem como na definição de políticas e na execução de ações para sua proteção. A avaliação é a primeira etapa deste processo, na qual são coletados dados sobre a população das espécies. “O trabalho começa na avaliação do status de conservação e do risco de extinção das espécies”, explica Bernardo Brito, Coordenador de Criação de Unidades de Conservação do ICMBio. A partir desse levantamento, são criadas fichas que informam quais as principais ameaças sofridas pelas espécies e em qual das dez categorias de risco elas se enquadram — extinta, extinta na natureza, regionalmente extinta, criticamente em perigo, em perigo, vulnerável, quase ameaçada, menos preocupante, dados insuficientes e não aplicável. Elas são armazenadas no Salve, sistema do ICMBio que reúne dados de mais de 13 mil espécies. Essas informações alimentam a Lista Nacional Oficial de Espécies da Fauna Brasileira Ameaçadas de Extinção e subsidiam a elaboração dos Planos de Ação Nacional para Conservação (PANs). Segundo Brito, os PANs propõem formas de atuar diretamente sobre as causas das ameaças às espécies com risco de extinção. Criados em 2004, eles definem medidas objetivas estratégicas para eliminá-las ou mitigá-las.  Esses planos podem ser monoespécie, ou seja, se concentrar em uma única espécie, como o PAN Ararinha-Azul (Portaria Nº 353, de 25 de julho de 2019), ou definir ações de proteção a um grupo de espécies que vivem em uma mesma região e/ou sofrem ameaças semelhantes, como o PAN Aves da Caatinga (Portaria ICMBIO Nº 1.546, de 21 de maio de 2024). Ambos foram elaborados e publicados com o apoio do GEF Terrestre, que atua também na implementação das ações previstas nestes documentos.  O segundo, o PAN Aves da Caatinga, se debruça sobre 34 espécies ameaçadas de extinção no bioma. Entre elas, o periquito cara-suja (Pyrrhura griseipectus), classificado como ‘Em Perigo’ com apenas 822 indivíduos. Natural do Ceará e presente também na Bahia, ele é reconhecido pelo seu peito acinzentado e penas avermelhadas no interior da asa. Para esta espécie foram previstas ações de monitoramento da população e apoio a iniciativas de reintrodução em áreas de ocorrência histórica, como a RPPN Serra das Almas, localizada na fronteira dos estados do Ceará e Piauí.  “Com recursos do GEF Terrestre, conseguimos apoiar o censo da população de periquitos cara-suja na Serra de Baturité, assim como as iniciativas de reintrodução da Serra de Aratanha, RPPN Serra das Almas e Parque Nacional de Ubajara, no Ceará. Elas foram possíveis graças à experiência bem-sucedida de reprodução em caixas-ninho, conduzida com muita competência, que possibilitou um expressivo aumento da população da espécie na Serra de Baturité”, conta Emanuel Barreto, do Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Aves Silvestres (CEMAVE).  Ao todo, o GEF Terrestre já atuou na elaboração e publicação de seis PANs e apoiou a implementação de ações prioritárias de restauração de fauna em 12 territórios nos três biomas apoiados pelo projeto. Os recursos do GEF Terrestre permitiram ainda a contratação de 33 bolsistas que participam de todas as etapas do monitoramento de espécies da fauna do Pantanal, do Pampa e da Caatinga conduzido pelo ICMBio. O projeto GEF Terrestre é coordenado pelo  Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), com recursos do Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF, na sigla em inglês), sob gestão e execução do Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (FUNBIO), e com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) como agência implementadora. 

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Postado dia 27 fevereiro 2025

No mês das mulheres, conheça gestoras à frente de UCs apoiadas pelo Programa COPAÍBAS

Mais do que um cargo, a posição de gestão de uma Unidade de Conservação (UC) representa a realização de um sonho para as mulheres que estão à frente de áreas apoiadas pelo COPAÍBAS no Cerrado. As histórias de Cristiane Schnepfleitner (Parque Estadual Serra Azul), Grazielly Costa (Parque Estadual Serra Nova e Talhado) e Valéria da Silva (Parque Estadual Serra das Araras e da Reserva de Desenvolvimento Sustentável Veredas do Acari) celebram a participação feminina na conservação do meio ambiente. Em três perguntas, convidamos estas gestoras a compartilharem detalhes de suas trajetórias na área ambiental, o caminho que traçaram para ocupar esta posição e a importância da representatividade feminina nesta área. Confira abaixo! Cristiane Schnepfleitner, gestora do Parque Estadual Serra Azul desde 2015 A frente da gestão do Parque Estadual da Serra Azul, apoiado pelo COPAÍBAS, e da APA Pé da Serra Azul, ambos em Mato Grosso, Cristiane Schnepfleitner sempre pautou a sua atuação na condução de múltiplas frentes, envolvendo gestão territorial, ordenamento de uso público, articulação institucional e implementação de ações estruturantes voltadas à conservação e valorização das UCs. Formada em Agronomia e especialista em Direito Ambiental e Direito Ambiental Urbano, sua trajetória profissional iniciou em 2006, como analista ambiental na Secretaria de Meio Ambiente (SEMA) no Mato Grosso. O que o papel de gestora representa para você, seja pessoal ou profissionalmente? A gestão de uma Unidade de Conservação demanda constância, tomada de decisão qualificada e capacidade de conduzir processos em diferentes níveis, frequentemente em contextos desafiadores. É um trabalho construído de forma contínua, por meio de ações técnicas e operacionais que, ao longo do tempo, consolidam resultados estruturantes. Mais do que uma função, representa um compromisso com o interesse público e com a construção de soluções que contribuam para a conservação ambiental e para a melhoria das relações entre sociedade e território. Qual a importância de ter mulheres à frente de Unidades de Conservação (UCs) no Brasil? A presença de mulheres na gestão de UCs amplia a diversidade de perspectivas e fortalece abordagens que valorizam o diálogo, a cooperação institucional e a construção de soluções integradas. A par das diferentes competências individuais, a atuação feminina tende a incorporar elementos como sensibilidade territorial, visão de continuidade e capacidade de articulação, aspectos relevantes para processos de gestão que exigem equilíbrio entre proteção ambiental e interação com diferentes atores sociais. Assim, a participação das mulheres contribui para consolidar modelos de gestão mais inclusivos, resilientes e orientados à sustentabilidade de longo prazo. Quais conquistas, como gestora de UC, você gostaria de compartilhar ou pelas quais gostaria de ser lembrada? Eu gosto de destacar a conquista que tivemos na transformação institucional e operacional do Parque Estadual da Serra Azul e da APA Pé da Serra Azul. A gestão teve início em um cenário de elevada fragilidade, marcado por limitações estruturais, ausência de equipamentos e escassez de recursos humanos e financeiros. Ao longo dos anos, conseguimos estruturar a atuação diretamente no interior da Unidade, com implantação de bases físicas, aquisição de equipamentos e veículos, organização dos atrativos, fortalecimento do ordenamento do uso público e ampliação da visibilidade em nível regional e nacional. Também atuamos pela consolidação de parcerias institucionais e pelo engajamento de diferentes atores na gestão do Parque e da Área de Proteção Ambiental, evidenciando as ações pautadas na cooperação, na persistência e na construção de resultados consistentes ao longo do tempo, tendo como fator de convergência a valorização contínua do Parque Estadual da Serra Azul. Para esse processo, contamos com o apoio do FUNBIO por meio do COPAÍBAS, que fortaleceu as ações de gestão para consolidação não só desta área como de muitas outras UCs do Cerrado. Grazielly Costa, gestora do Parque Estadual Serra Nova e Talhado, em Minas Gerais, desde 2021 Aos 35 anos, a engenheira ambiental Grazielly Costa chegou ao Parque Estadual Serra Nova e Talhado em 2016 para ocupar uma posição de monitora ambiental. O trabalho, que era focado no desenvolvimento e apoio em ações de educação ambiental e uso público, sempre esteve atrelado a valores nos quais acreditava, como a criação de experiências na natureza como ferramenta de transformação. Mãe de dois filhos, ela viu sua rotina ser mudada com muitos desafios impostos pelo trabalho na proteção de áreas protegidas, acontecimentos essenciais para que ela pudesse se preparar para assumir a gestão do parque há 5 anos. O que o papel de gestora representa para você, seja pessoal ou profissionalmente? Ser gestora, pra mim, representa uma grande responsabilidade e, ao mesmo tempo, um propósito de vida. Profissionalmente, é uma oportunidade de colocar em prática tudo o que vivi e aprendi durante a minha graduação e na vivência que tenho dentro da própria Unidade de Conservação, equilibrando proteção, uso público, diálogo com sociedade. Gosto sempre de enfatizar esse último ponto, o diálogo, pois é muito importante ter a sociedade caminhando junto com a gente. Pessoalmente é um exercício constante de superação, liderança e resiliência. É um trabalho muito desafiador que exige firmeza nas decisões e coragem diante de diversos conflitos que todos nós sabemos que existem na gestão de uma UC. Ser gestora é defender o território, proteger a biodiversidade e deixar um legado de compromisso e seriedade, sendo também um exemplo para os meus filhos. Qual a importância de ter mulheres à frente de unidades de conservação no Brasil? Acredito que é essencial termos mulheres ocupando esse cargo. Vejo que há uma ampliação de perspectivas, fortalece a gestão com sensibilidade, firmeza e competência técnica. A gestão de UCs no Brasil é um setor historicamente masculino e ocupar esses espaços é romper barreiras e inspirar outras mulheres a buscar estar nesses cargos. Estou no extremo norte de Minas Gerais, o Parque do qual eu faço a gestão abrange cinco cidades bem pequenas e o machismo de achar que mulher não pode liderar é muito grande. Então, a conservação ambiental precisa de diversidade, precisa de coragem e precisa de compromisso. E, cada dia mais, as mulheres que atuam nesse espaço têm mostrado que pertencem a esse lugar de decisão. Quais conquistas, como gestora de UC, você gostaria de compartilhar ou pelas quais gostaria de ser lembrada? Essa pergunta até me dá um nó na garganta. Como gestora, para além do número de obras, gostaria de ser lembrada pelas pessoas que inspirei ao longo do meu caminho, por ter exercido uma liderança firme, mas também empática, por ter sido dedicada, comprometida e coerente com o que eu acredito. Trabalhar em uma UC é mais que uma função pra mim, é a minha verdadeira vocação. Durante muito tempo eu me perguntei qual seria a minha verdadeira missão e foi na gestão da Unidade de Conservação do Parque Estadual Serra Nova e Talhado que eu encontrei a resposta. Então, poder contribuir para a preservação, proteção de um bem comum, me dá sentido e propósito todos os dias. Se eu puder ser lembrada como alguém que amou o que fez, defendeu o território com coragem e que inspirou outras mulheres a acreditarem no seu potencial, já terei alcançado um sonho. Valéria Silva, gestora do Parque Estadual Serra das Araras e da Reserva de Desenvolvimento Sustentável Veredas do Acari, em Minas Gerais, desde 2024 Natural de Montes Claros, cidade no norte mineiro, Valéria Silva é técnica em agronegócio e em meio ambiente e trabalha pela conservação ambiental há mais de uma década. Há 20 anos, ela vive na região da Chapada Gaúcha (MG), lugar onde teve dois dos seus três filhos. A relação de muita proximidade com a região em que nasceu foi determinante para que ela escolhesse seguir um caminho profissional que lutasse pela preservação ambiental e buscasse melhorias para as comunidades que vivem no entorno dessas áreas de proteção. Por isso, há dois anos, ela aceitou o desafio de se tornar gestora do PE Serra das Araras e da RDS Veredas do Acari. O que o papel de gestora representa para você, seja pessoal ou profissionalmente? Sempre tive vontade de trabalhar aqui na Unidade de Conservação por ter nascido e crescido na região. Antes de trabalhar aqui, eu já atuava na área e, por isso, sempre tive contato com as equipes do PE Serra das Araras e da RDS Veredas do Acari. Para mim, é uma satisfação enorme ocupar essa posição. Gosto do que faço, gosto de trabalhar na área ambiental, de ter esse contato com a natureza e com as pessoas que moram no entorno dessas áreas. Todos que estão aqui aprendem muito com todas as comunidades que vivem na região há muitos anos. Profissionalmente, eu me desenvolvi muito e cresceu a minha vontade de me aprofundar mais nos estudos para poder somar na construção de um mundo melhor. Qual a importância de ter mulheres à frente de unidades de conservação no Brasil? Eu acho que as mulheres têm um olhar mais cuidadoso, muito voltado para ampliar a proteção. Fazemos as coisas com mais cuidado e mais amor. Rodei as áreas recentemente e sempre que faço isso fico feliz quando vejo os resultados positivos, e triste quando algo não vai do jeito que queremos e planejamos. Ocupando esses lugares, acho que a gente ganha mais respeito e nossas opiniões passam a ser mais ouvidas. Então ser mulher gerindo uma Unidade de Conservação tem uma importância enorme, não só para mim, como para a sociedade como um todo. Quais conquistas, como gestora de UC, você gostaria de compartilhar ou pelas quais gostaria de ser lembrada? Uma conquista que me marcou muito desde que cheguei, e também marcou as comunidades que moram no entorno do parque, foi a finalização e aprovação do Plano de Manejo. O documento começou a ser desenvolvido em 2008 e eu já acompanhava um pouco o trabalho pois atuava diretamente com as comunidades. Foi muito gratificante e marcante participar da reunião de apresentação final do Plano e ver como as pessoas ficaram felizes e se viram representadas pelo documento que foi aprovado. Com certeza foi uma vitória, uma conquista muito grande e que me emocionou muito. Desde que cheguei, também venho atuando na instalação de sinalizações no Parque e essa é uma melhoria que vem sendo muito elogiada pelos visitantes. Por último, acho que a construção de uma relação respeitosa com todos os colaboradores do Parque e com as comunidades é algo que também ficará marcado na minha história.

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